Arqueologia na Bacia do Rio Grande

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Arqueologia na Bacia do Rio Grande

O que é arqueologia?

É a disciplina que estuda a vida das sociedades passadas, através, da cultura material produzida e que permaneceu até os dias atuais. A cultura material engloba artefatos, tais como objetos de cerâmica, lítico, madeira, ossos e outros, e marcas deixadas no ambiente, como por exemplo, restos de fogueiras e estruturas de cabanas. O lugar onde estes vestígios são encontrados corresponde aos locais onde no passado ocorreram atividades humanas e aos quais na atualidade denominamos sitio arqueológico.

Tradições na Região

A região de Ibiraci, bacia do médio Rio Grande, tem alguns estudos arqueológicos realizados em 1932 por Gilberto Severo Melo e em 1957 por José Anthero Pereira Jr. principalmente na região denominada “extremo norte paulista”, que vai da bacia do rio Canoas até a barra do rio Pardo.

Esta região apresenta a predominância da tradição Aratu-Sapucaí e vestígios encontrados em vários sítios arqueológicos da região, como artefatos líticos e cerâmicos,  apresentaram após testes de datação, uma idade entre 6.000 a 12.000 anos.

Em Ibiraci temos documentada a localização de fragmentos cerâmicos e instrumentos de pedra polida na bacia do rio Canoas.

Esta população evidenciava dois tipos de atividade predominantes: os caçadores e os coletores.

Sistema Regional de Povoamento

Caçadores: Vivia da caça nas matas o Centro-Sul do Brasil.

Coletores: Caracterizados pela atividade de coletar frutos, raízes e outros meios de sobrevivência nas florestas.

Fabricação Lítica

É a primeira ação do homem transformando a natureza para agir sobre ela visando atender suas necessidades e sobreviver.

O que este homem nos deixou como mensagem de sua presença por nossa região é um documento que impressiona pela sua elaboração planejada, pela sua utilidade e pela sua durabilidade.

Dois métodos eram usados para fabricar os artefatos líticos: o polimento e o lascamento.

O processo da pedra polida era basicamente o que usamos hoje, ou seja, o princípio da abrasão, ou seja, numa bacia natural na rocha, eles colocavam areia úmida e esfregavam a pedra escolhida até lhe darem a forma desejada.

No processo da pedra lascada, principalmente cristais de sílex, usava-se um percutor (pedra com formato ideal para, quando empunhada numa mão, golpear aquela que se desejava esculpir).

Objetos do Cotidiano

A presença humana na Bacia dó Rio Grande deixou vestígios que datam de 6.000 a 12.000 anos.

Objetos que faziam parte do seu dia a dia e que chegaram até nos:

Mão de Pilão, Flechas, Machados, Urnas Funerárias, Percutores e etc.

Imaginário e Vida Simbólica

Através da análise de um artefato, podemos reconstituir aspectos do modo de vida do grupo humano que o fabricou.

A cerâmica funerária indica a idéia do retorno as origens e a crença na continuidade da vida, sugerindo  a convicção num renascer contínuo como o de toda a natureza.

Educação Pedagógica

Bonecas Pedagógicas: Licócos

As estátuas de gênero (masculino e feminino) servem para introduzir as crianças na cultura do grupo e as funções que ocupam para o equilíbrio grupal e além disto reportam às tradições dos mitos e das visões de um mundo onde o homem e a mulher têm papéis importantes.

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