Inauguração da Sala “Maria Amélia de Vassimon”

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Inauguração da Sala “Maria Amélia de Vassimon”

Baronesa Maria Amélia de Vassimon

A PROBRIG, com o apoio do Conselho Municipal do Patrimônio Cultural e da Prefeitura Municipal de Ibiraci, abriu no dia 06 de novembro de 2006, um novo espaço cultural para atender Ibiraci e região. No Casarão do Cap.Lima, imóvel tombado como Patrimônio Cultural, localizado no centro de Ibiraci, após uma restauração que valorizou seus detalhes arquitetônicos e decorativos, foi entregue à comunidade, a sala “Maria Amélia de Vassimon”,

Propondo ser um espaço cultural permanente, quem sabe o embrião da estrutura cultural de que Ibiraci tem grande carência, a sala é em si mesma uma jóia da nossa arquitetura preservada e recuperada, como também da nossa história.

Atendendo aos objetivos da PROBRIG, que são de disseminar a cultura para preservar o meio ambiente e compreendendo que meio-ambiente é composto do ambiente construído e do ambiente natural, consideramos que seria necessário ter um espaço onde divulgar e difundir informações, conhecimento, arte e lazer ao nosso concidadão.

Como primeiro passo nesse projeto de recuperação cultural de nossa cidade, decidimos homenagear a Maria Amélia de Vassimon, dando seu nome à nossa sala. Ela que morava no Casarão, e aos 14 anos de idade, em 1873, foi dada em casamento ao Cap. José Garcia Duarte que em 1888 receberia o título de Barão da Franca. Através de documentação pesquisada, sabemos que a Baronesa sempre manteve estreita ligação com seu querido Aterrado (antigo nome de Ibiraci), tendo mesmo enviado grandes somas para obras de benemerência em nossa cidade.  Esperamos que este seja o primeiro passo no reconhecimento de todos os ibiracienses a respeito de sua figura.

Primeira Exposição
“Arqueologia na Bacia do Rio Grande”

Para inaugurar um espaço cultural, resolvemos começar mostrando a todos, algo sobre a cultura do morador mais antigo de nossa região. Recorremos ao apoio do Museu Municipal de Franca “José Chiachiri” que nos cedeu parte de seu acervo arqueológico, coletado em nossa região, e também a diversos moradores de Ibiraci que possuem objetos e utensílios encontrados no nosso município há várias gerações.

Coordenadores do Projeto

Com a coordenação técnica do arqueólogo Marcelo Prestes Pini e Antônio Cezar Granero, foi criado um roteiro didático para que o visitante compreendesse, que a seqüência das informações nos apresentavam uma presença humana, que longe de um selvagem e primitivo índio, na verdade , nos indicava um homem que se utilizando dos recursos disponíveis, sobreviveu, deixou descendência, manifestou sua arte, registrou sua cultura e sua técnica em instrumentos que impressionam pela resistência , durabilidade e efetividade na função pretendida, deixou ainda uma mensagem mística, limpa e pura que a muitos emocionou durante a mostra. Enfim, conseguimos entrever um ser humano que a séculos ocupou o mesmo espaço que hoje habitamos.

1ª Presença Humana

“O conhecimento arqueológico do norte paulista e do sul de Minas ainda é reduzido a poucos trabalhos, não tendo sido realizada uma pesquisa sistemática e ampla com o objetivo de integralizar os dados já existentes e estabelecer algumas diretrizes em relação  a ocupação indígena na região.

A cerâmica de tradição tupiguarani foi encontrada na região, onde são constantes fragmentos com decoração com pintura vermelha, não existindo nenhum sítio estudado que possa definir o tipo de estabelecimento destes grupos (Pereira Jr., 1957;1961).
Foram encontradas na região grandes urnas piriformes, com paredes mais espessas do que aquelas atribuídas à tradição tupiguarani. A cerâmica encontrada na região de Franca foi identificada posteriormente como pertencente à tradição Aratu. Existe para esta cerâmica uma outra interpretação por Dias (1976), que a associa com a fase Piumhi, vinculada à tradição Una (Scatamachia, 1984).
A presença da tradição Aratu, identificada na Bahia, Espírito Santo e no sul de Minas, não tem a sua distribuição conhecida no limite de Minas Gerais e em São Paulo.
Identificar os padrões culturais destas duas tradições ceramistas, que estão relacionadas a grupos horticultores vai significar um grande avanço para o conhecimento da distribuição espacial e temporal das populações de filiações Tupi e Ge”. (Scatamachia, 2005)
Esperamos que em breve seja possível a execução de trabalhos de pesquisa arqueológica em nossa região e que o contato que tivemos com estas informações, através da exposição, concorra para uma real integração da comunidade com o projeto de pesquisa .

José Limonti Junior

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